Criação de Conteúdo, Influência Popular e Resistência Climática com Raimundo Quilombo

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Oficina promove resistência climática e autenticidade narrativa, resultando em podcasts e vídeos que ecoam vozes diversas na preservação da Amazônia maranhense.

 

Nos dias 15 e 16 de janeiro, a sede da Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura (Acesa) sediou a Oficina de Comunicação para Criação de Conteúdo, Influência Popular e Resistência Climática, que contou com a participação de cerca de 30 comunicadoras e comunicadores populares. Entre os participantes, estavam representantes de povos indígenas, quilombolas, comunidades do campo e da cidade, além da juventude negra e camponesa, provenientes de diversas localidades do Maranhão, representando suas comunidades ou organizações.

 

foto: Rogério Albuquerque

A proposta da oficina é clara: disputar e ocupar as redes e mídias sociais com histórias autênticas e narrativas próprias, constituindo-se assim como uma forma de resistência e proteção para os corpos, territórios e o meio ambiente. Destaca-se a importância de narrar como as formas tradicionais de viver e interagir com os biomas podem representar uma resposta eficaz às consequências climáticas.

 

Por isso, este encontro foi conduzido por Raimundo Quilombo (no instagram @raimundoquilombola), da TV Quilombo Rampa, que traz consigo as experiências e a sensibilidade da autêntica comunicação popular vinda da base. Foram dois dias marcados por uma jornada de aprendizado, reflexão e produção de conteúdo.

 

A oficina resultou na criação de dois Podcasts – “Episódio Influência Popular e Resistência Climática” (ouça aqui) e o episódio “Vozes Poéticas” no Podcast Território Sagrado (ouça aqui) –, além da produção de quatro vídeos que contêm relatos através de contos, cantos, imagens e poesias abordando os enfrentamentos à Crise Climática e as adversidades encontradas nos territórios. Tais desafios são consequências da ganância humana, manifestada através do agronegócio, da mineração e do avanço da chamada “modernidade”, que, na maioria das vezes, corta, fere e ameaça a Mãe Terra.

 

As histórias e exemplos inspiradores transmitidos pela TV Quilombo Rampa incentivam-nos a produzir conteúdos que expressem nossas narrativas de forma autêntica, sem alterar um detalhe sequer de nossa história. A oficina não se limitou apenas a retratar nossas batalhas, mas também enfatizou, nas palavras de Raimundo Quilombo, “nossos corpos não estão prontos apenas para a luta, mas também para a felicidade, para a dança, para comer, para amar.”

 

Esta oficina foi uma realização da Coalizão Agroecologia para Proteção das Florestas da Amazônia, que conta com a participação ativa da Acesa, Justiça nos Trilhos (JNT), Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA), Tijupá e o Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (Gedmma). Juntos, buscam promover a conscientização, somar forças e reverberar vozes para a preservação da floresta amazônica maranhense, neste caso, por meio de uma comunicação engajada, do povo, autêntica. Viva a agroecologia, viva a comunicação popular!

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